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terça-feira, 1 de maio de 2012

TEMPOS MODERNOS - CHARLES CHAPLIN DIA 1º DE MAIO


Escola Municipal “Marília Carneiro A. Dias”
Prof.: Fábio da Cunha¹
TEMPOS MODERNOS - Charles Chaplin
CONTEXTUALIZAÇÃO Histórica

OS ANOS FELIZES
Na década de 1920, a produção industrial norte americana aumentou 64%. Os Estados unidos eram de longe, a maior economia do mundo. O comércio exterior acompanhou  esse crescimento. Para boa parte dos norte-americanos, aqueles tempos de prosperidade e otimismo seriam para sempre.
A confiança nessa prosperidade levava os norte-americanos a consumir cada vez mais. O ideal das famílias era possuir o ultimo modelo de carro, geladeira, fogão, rádio, aspirador de pó, gramofone (CD), além de todos os outros aparelhos domésticos que fossem produzidos.
A prosperidade dos anos de 1920 nos Estados Unidos foi acompanhada de uma febre de investimentos na Bolsa de Valores. As pessoas compravam ações, esperavam algum tempo e, então, vendiam-nas com grande lucro.
E dentro deste contexto que as cenas iniciais de “Tempos Modernos” mostra os anos de 1920: as indústrias funcionando a todo vapor; os índices de desemprego lá em baixo e a confiança na economia nas alturas. Além disso, as Bolsas de Valores do mundo todo vendiam seus papéis como nunca!
A GRANDE DEPRESSÃO
Com altas constantes, no final dos anos de 1920, os preços das ações já não correspondiam à situação real das empresas. Até que em dado momento, uma grande empresa faliu; quando os investidores correram para vender suas ações, descobriram que não havia compradores para elas.
As sequencias imediatas à internação do trabalhador já demonstra a crise instalada na sociedade americana. O desemprego, a insegurança, as greves e a repressão da polícia com prisões e mortes de trabalhadores são evidenciadas. Fica claro que os patrões tratavam as reinvidicações trabalhistas como caso de polícia.
O NEW DEAL
As sequencias intermediárias do filme demonstra as reaberturas das fábricas. Provalmente quando o presidente democrata Franklin Delano Roosevelt adota o plano de governo conhecido como “O New Deal”, onde inaugurou uma nova forma de gerenciar a economia, priorizando:
  •  O investimento maciço em obras publica;
  •   O controle sobre o preço e a produção;
  •  A diminuição da jornada de trabalho.
Com essas medidas, o desemprego diminuiu, a indústria e a agricultura recuperaram, os salários pararam de cair e, a partir de 1934, a renda nacional voltou a crescer.
A CONFIANÇA NO AMANHÃ
As demais cenas que compõem a obra de Charles Chaplin demonstram seu lado poético de enxergar a sociedade capitalista e suas contradições: a miséria X o luxo; a desconfiança X a solidariedade e o egoísmo X o amor.
Por fim Charles Chaplin prioriza a confiança no amanhã. Nas cenas finais, embora as perspectivas possam parecer pra lá de escuras, nada pode derrotar a capacidade humana de ir à busca do amor e da felicidade.


™professor Fábio da Cunha
  • Especialista em História Local, Regional e Nacional (UFGo);
  •  Especialista em Educação (UNIVERSO);
  • Participou do Curso “O Audiovisual como Estratégia Pedagógica na Construção do Conhecimento”(CEFPE) – SME-Goiania.

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